quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O eloquente cotidiano do futebol

"Amai Deus sobre todas as coisas, com exceção do futebol"

Quando Deus viu seu primeiro mandamento rascunhado, sentiu que, se seguisse sendo tão específico, logo escreveria um documento do tamanho da Constituição brasileira. Pensou que a chave era ser sucinto, sucinto foi e viu que era bom. Afinal, Moisés ainda andava bem de saúde, mas não era mais nenhum guri para carregar muita tábua. Aliás, quando o Senhor pensou bem (ou seja, logo em seguida, pois Ele sempre pensa "bem"), viu que a parte depois da vírgula ficava pressuposta por ser ele brasileiro e ter intenções de encarnar no Lula. 

Os porto-alegrenses, fiéis desta vez à identidade nacional, preparam hoje o holocausto de fogos de artifício e gritos desesperados. As escolas, a prefeitura, os postos de saúde, tudo parou em Porto Alegre às 16h para um jogo que começará às 22h e que terá o mérito de enriquecer a equipe vencedora, motivo de alegria e orgulho para incontáveis fãs. A paralisia total em Porto Alegre é mais um grandiloquente exemplo do poder das massas e uma bela manifestação de um povo que ama o futebol acima de tudo!

Tudo!

6 comentários:

Vida disse...

Ai, isso me irrita um tantoooo!!!

Tigre disse...

Pior ainda, parece ser um mal sem fim...

disse...

ODEIO FUTEBOL

Tá, nem odeio tanto assim, mas odeio esse fanatismo... Tudo que é demais engorda e não faz nada bem!

disse...

p.s.: se o inter tivesse perdido o ano novo seria bombástico (com o perdão do trocadilho infame nas entrelinhas)!

disse...

p.s.2: por causa dos fogos de artifício, claro.

(medo de que ninguém entenda o comentário ali de cima)

Tigre disse...

hehehe. Muito didático, profe.

Quanto ao ódio, me parece que o fanatismo tem esse efeito de provocar um fanatismo em resposta sempre. Dá mesmo vontade de odiar um fervor gigantesco voltado a algo que é tão... simples.