segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Filosofando Fernanda Young

Neste mundo "sem fronteiras" de estudos culturais, pós-modernismo, pós-colonialismo, liquidez e propagandas surreais de celular, volta e meia surgem extremos que indicam a sobrevivência de nossas tradições culturais mais antigas, como o do dualismo entre corpo e alma. Na hora do vamovê, suas fronteiras podem ser bem claras (por exemplo, a prostituição seria uma realidade ancestral que acharíamos difícil de entender se não diferenciássemos com muita facilidade corpo e personalidade ou "intimidade").

A Playboy da Fernanda Young estampada numa banca teve esse efeito pra mim. Não sei se não teve um análogo para outros caras. Ele partiu de uma sensação de vazio ao olhar para ela como coelhinha da Playboy. Ou ela é "Fernanda Young", e sua nudez é então meio um ato político, meio um ato de arte, ou ela é só uma coelhinha (ainda que de capa), e não se justifica que ela pose nua nessa revista a menos que seja como a "Fernanda Young", ainda que a "Fernanda Young" pousando na Playboy seja esse contrassenso que estou tentando explicitar aqui.

Ela é uma das poucas celebridades que temos erguida sobre seu próprio cérebro. É o que este faz consigo mesmo e com o corpo que ele governa que faz dela a "Fernanda Young", quer as pessoas gostem do resultado ou não. Essa celebridade não é imagética, mesmo que algumas pessoas possam achá-la gostosíssima, linda ou intrigante, por mais que ela seja tatuada e trabalhe muito com o corpo simplesmente por ser atriz. Ela pode, portanto, agir pousando nua, o que subverte a revista, como disse, num ato de arte ou política, mesmo que despretensioso (ou até de simples marketing para seu recente livro, que seja!). Mas a revista não pode subvertê-la numa "celebridade gostosa". Depois de Scheilas, Ninjas, Mulheres Frutas e Porta-Bandeiras (ou tudo isso ao mesmo tempo), a revista é assumidamente sobre celebridades peladas, duplamente sobre imagem, não sobre artigos e piadas como aprendemos a dizer na puberdade, ou seja, não sobre conteúdo. Por favor: a matéria indicada na capa diretamente abaixo do nome da Fernanda fala de 800 casais "no maior swing do mundo" ("e a Playboy esteve lá" - e azar o de vcs ora!).

Enfim, nada poderia ser menos "pós-moderno" e (estranhamente) mais falso do que essa revista exposta nas bancas sem alarde ou propaganda especial alguma, como se fosse igual a todos os números que a precederam. Não é o corpo da Fernanda Young o que mais interessa nela, e isso a tal ponto (para uma mulher saudável e com um corpo tranquilamente comercializável no mercado sexual softcore conhecido como "TV") que chega a soar bizarro em pleno século XXI: é impossível fotografar a Fernanda Young.

domingo, 6 de dezembro de 2009

A piece of Anthony Hopkins

"Today is the tomorrow I was so worried about yesterday."

Lei de Murphy em Três Momentos

1 - Bolando uma definição: surgem exceções à mente.
2 - Definições já impressas: surgem casos problemáticos para a definição escolhida.
3 - Sala de aula: surge um aluno que pergunta sobre aquele caso que não nos ocorreu em nenhum dos momentos anteriores.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Enfim uma piada de e-mail de que eu gostei!

(Infelizmente gostar e rir não é a mesma coisa. Previsível, sô!)

Yeda vai consultar uma famosa vidente e logo pergunta:
- O que a senhora vê em meu futuro?
A vidente se concentra, respira fundo, e responde:
- Vejo a senhora passando em uma avenida, em carro aberto, e uma multidão o acenando.
Yeda sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- E eles estão correndo atrás do carro?
- Sim, por toda a volta do carro. Os batedores estão tendo dificuldades em abrir caminho.
- Eles carregam bandeiras?
- Sim, bandeiras do Brasil, do RS e faixas com palavras de esperança e de um futuro em breve melhor...
- Eles gritam de alegria!??
- Sim, gritam frases de esperança como: 'Agora sim!! Agora vai melhorar!!!'
- E eu? Como estou reagindo?
- Não dá pra ver....
- E por que não!??
- O caixão está lacrado...

Eu e minhas amizades

ou "Liberando o findi"

O bem-intencionado

Eu - Alô.
Amigo - E aí, cara. Tô ligando pra saber se tu não vai mesmo naquela festa cheia de gostosa, hoje?
Eu - Não. Eu abandonei tudo de hoje para passar trabalhando. Não dá mais.
Amigo - Bah, bem que minha mãe me disse: "Sai dessa e vai trabalhar no banco!"
Eu - Hehehe. Pois é, ninguém me avisou...
Amigo - Bom, vou lá.
Eu - Boa sorte. Até.


A otimista

Eu - Oi. Tudo bem?
Amiga - Oi. Tudo combinado hoje?
Eu - Não, eu tô largando tudo hoje porque não posso empurrar mais. Não posso mesmo. Sabe, eu queria muito, mas não dá.
Amiga - Ah. Bom, se tu tá dizendo isso, imagino. rs
Eu - Hehehe. Mas eu vou tentar arrumar tudo pra gente ainda se ver num findi antes do natal.
Amiga - Ah, ok. Eu vou viajar entre o Natal e o Ano Novo, mas, se não der antes, eu vou passar janeiro inteiro aqui.
Eu - Ah, eu também. Vou trabalhar todo o janeiro, toda noite, a noite toda. rs
Amiga - Então vai ter os dias livres!!!
Eu - Nossa! O otimismo chegou aí e ficou, hein?
Amiga - Sabe como é, né, amigô: positividade é tudo!
Eu - Bah, se sei! Otimismo é comigo... rs

Tic Tac

"Pura menta"
ou "pura mentira"?

Aquecimento, Resfriamento ou Algo global

- Bah, eu TÔ com frio.
- É, esfriou, né? Eu não tô morrendo porque já saí assim. Tava frio hoje de manhã.
- Pois hoje foi um típico dia de primavera daqui, né?

Final da primeira semana de dezembro: finalmente um dia "típico"...