Falando sobre tudo de linguagem que chamar a minha atenção: placas, conversas, citações... Deem uma chance lendo aí embaixo e vão sacar o foco.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
terça-feira, 22 de novembro de 2011
O Aquecimento Global e nossas vidas
Acabo de assistir ao maior teórico sobre Aquecimento Global que já vi: um coadjuvante de uma série! Conforme o sujeito, o mundo está aquecendo, mas experimentamos mais frio, porque estamos ficando velhos! Perfeito: bate a ciência com nossa experiência e (genial!) todos estamos de fato ficando mais velhos. Todos tendemos a sentir mais e mais frio com o avanço dos anos, ainda que, sutilmente, os termômetros digam que a temperatura média aos poucos aumente.
Agora, o mundo é frio. Eis uma afirmação existencial. Confrontado por seu amigo a respeito do conflito entre essa afirmação e a precedente, sobre aquecimento global, o sujeito respondeu que o mundo aquece de fato, mas as pessoas tornam o mundo existencialmente "frio". São elas que são "frias", mais e mais: "O mundo está indo numa direção, as pessoas noutra".
Tudo faz sentido agora!
Tudo faz sentido agora!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Zzzzzz
A qualidade do sono no inverno não tem comparação. Hoje o dia amanhaceu frio o suficiente para ao menos indicar o saudoso inverno, e eu já podia sentir aquela região tão prazerosa e esperada, aquele ponto profundo da mente no qual minha consciência parece se esconder somente quando está suficientemente frio.
Agora, de noite, saindo para abrir o portão da rua, outra sensação muito esperada: os poucos momentos de frio na rua que servem apenas para estimular e valorizar a volta ao calor da casa. Calor que não é abafamento, bafo ou tortura. Nesse ponto do ano, em que diferentes espaços podem realmente ser quentes ou frios, aí sim podemos desfrutar de cada coisa, não ficamos saturados numa só sensação. E a vantagem de estar indo da temporada de calor para a de frio é que esse prazer característico, o sono verdadeiramente profundo, é uma prévia de um dormir confortável que, mesmo cortado pelo horário do trabalho, deixa no chinelo qualquer dormida no calor. Em comparação a dormir no inverno, dormir no verão merecia aspas.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Jogo livre com o tempo
ou "Jornal Hoje eloquente"
"Nesta época do ano, em que o Pantanal tem uma das maiores cheias da história."
Isso é a natureza brasileira: todo ano faz um recorde, todo ano ela é mais! Uhuuuu!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Considerações higiênicas de verão
"Antes o meu suor que o dos outros!"
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Excluído do clima
Ontem meu computador marcava temporais e tempestades, mas minha janela só mostrava sol. Fui olhar um site de previsão de tempo e lá também estavam estampadas as fortes trovoadas que assolariam minha cara cidade. Pior do que isso, o site mostrava comentários de facebook de meus conterrâneos comentando a chuva e reclamando do clima. Hoje, quando choveu aqui, o computador indicava sol, e agora que a tarde se põe com esparsas nuvens eu supostamente deveria estar abaixo de chuviscos. Assim não pode, assim não dá. Isso explica aquela friaca descomunal por que passei quando todo mundo falava em aquecimento global.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Sensível verão
Assumimos que o verão chegou quando sentimos na pele que esquecemos de mudar a estação do chuveiro.
domingo, 3 de outubro de 2010
Festa Nacional
Nasce um dia chuvoso e nublado de eleições.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Degelo
Ontem foi a água do tanque que estava refrescante, provocando alívio, não dor.
Hoje foi o ar gelado do corredor do prédio que aliviou do calor da rua.
Terá começado enfim o Aquecimento Regional?
Hoje foi o ar gelado do corredor do prédio que aliviou do calor da rua.
Terá começado enfim o Aquecimento Regional?
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Frio auto-sustentável
Por indicação da Leo, autora desse blog, eu publico aqui uma crônica do David Coimbra. Em seguida ao texto, comento. Aqui vai:
Aqui não faz frio
Nós aqui da Zero Hora, nós somos um jornal eternamente perplexo com nosso próprio clima. A chuva que se derrama de baldes e flagela as populações ribeirinhas, o vento que arranca árvores pela raiz e as atira sobre Fuscas, a canícula que faz Batistas desfalecerem, qualquer intempérie vale manchete. Muito conveniente. Assim, sempre temos chamada de capa, mesmo que nada aconteça em todo o Rio Grande amado.
Mas, ao contrário do que eventuais críticos possam pensar, essa característica é um predicado do jornal. Demonstra que o veículo está em harmonia com seu público. Pois o gaúcho é um ser eternamente perplexo com o clima do seu próprio Estado. Mais até: o gaúcho orgulha-se dos supostos rigores do tempo no Rio Grande do Sul.
Alguns campeonatos atrás, o Maurício Saraiva, ele com sua alma carioca, foi cobrir um jogo em Caxias. Fazia frio. Em meio à partida, o serviço de som anunciou:
– Neste momento, zero grau!
As arquibancadas tremeram. A torcida comemorou a temperatura como se fosse um gol.
Só que tem o seguinte: não faz tanto frio assim no Rio Grande do Sul. Todos os países da Velha Europa e da América do Norte; o Japão e a China; a Rússia, que até é defendida pelo seu General Inverno; a Argentina; o Uruguai; o Chile; todos esses e mais tantos outros são mais frios do que o Rio Grande do Sul. Nossas temperaturas raro baixam do zero e só de vez em quando se erguem acima dos 40 graus. Dois meses de inverno, dois meses de verão, oito meses de suavidade. Já passei mais calor em Viena, já passei mais frio na África. O clima, aqui, é ameno como um beijo na testa.
E ainda assim o gaúcho estufa o peito para falar das temperaturas baixas que fazem no seu Estado. Agora mesmo a neve rala que se precipitou na Serra fez estremecer o Rio Grande, mas não de frio: de brio. O que diz muito sobre a personalidade do gaúcho: o gaúcho se gosta, e se gosta tanto que se ufana do frio que sente. Ainda que não seja tão frio assim.
É bonito isso. E bom, que é bom gostar de si mesmo.
Vale manchete.
No Rio Grande do Sul não faz frio.
No Rio Grande do Sul SENTE-SE frio.
Como o inverno gaúcho dura poucas semanas, os construtores acham que não vale a pena instalar calefação nas casas, nos prédios, em lugar nenhum. Desta forma, o gaúcho suporta sentir frio por alguns dias em troca de alguns caraminguás. Por economia. Então, chega o inverno, a temperatura cai um tantinho e as pessoas não têm para onde fugir. A saída é vestir-se como um mendigo: camiseta, camisa, blusão, casaco, outro casaco, manta, touca, tudo superposto.
O que é isso?
É a tal “estética do frio”, que dizem que existe por aqui. Estética do frio num lugar em que não faz frio, mas onde as pessoas sofrem com o frio. O Rio Grande amado é diferente de tudo mesmo.
Comentários:
- No cerne da questão, como a Leo, concordo, mas sou muito chato para não falar mais umas coisinhas.
- Digamos que eu não sou gaúcho, conforme os critérios dele, porque odeio as pessoas comentando o clima, seja para reclamar do presente ou do passado ("Tá bom hoje, mas a semana passada tava horrível!"). Jamais comemoraria fosse quem fosse lendo o termômetro, diga-se de passagem.
- Por isso mesmo, eu sou o primeiro a falar mal sobre tempo virar notícia, mas a última neve não foi manchete pelos motivos tradicionais (sejam quais forem, não imagino como um editor os justifica), mas porque representa uma mudança climática mesmo conforme os registros pouco espalhafatosos ou sensacionalistas. Além disso, como nunca "nada acontece" no "Rio Grande amado", acho especialmente irritante usarem clima tanto como notícia de capa, seja Zero Hora ou quem for, como pode atestar qualquer pessoa que leia este blog há um mínimo de tempo.
- O clima aqui não é ameno, ao menos não em Porto Alegre. Nosso clima é instável. Sempre variando. O estranho é quando só faz frio, ou só faz calor. Como não está mudando, vamos sentindo mais e mais o frio (ou o calor) e nos impressionando com ele, já que começamos a achar que é tudo o que faz na Terra. Acostumados a mudar da noite para o dia, é-nos estranhos o clima monolítico, daí uma grande sensação de frio, ou de calor. Como o calor caracteriza o Brasil, enfatizamos o frio.
- Claro que a "estética do frio" vem de sofrermos de frio, independentemente do termômetro! Cultura é isso: o que sentimos e achamos, não uma representação fiel dos fatos - especialmente, aliás, se não for fiel aos fatos! E esse "querer ser" é uma das grandes características de nossa cultura. Queremos ser herdeiros de revoltosos, guerreiros honrados e corajosos criados por nossa imaginação contra infinitas provas, tanto que até Porto Alegre comemora os Farrapos, ainda que a cidade tenha sido condecorada por ter resistido a eles; queremos ser culturais ainda que não tenhamos motivos para nos crer mais interessados na cultura que nossos vizinhos (os brasileiros), tirando nossa eterna vontade de ter interesse em cultura (e agir, sempre, para tentar gerar essa tal vida cultural que nos caracterizaria); queremos sentir frio, e sentimos. E se a Europa ou a África têm lugar mais gelado que aqui, azar o deles, as regiões geladas deles, ainda que tenham as temperaturas insuportavelmente baixas, não estão no Rio Grande do Sul. Temos o nosso frio, é o que basta!
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sábado, 17 de julho de 2010
No país em que nada acontece
Odeio infantilização do público, então ia comentar uma das chamadas de capa do Correio do Povo, "Tempo Frio: ótima dica é um chocolate quente".
Só que a Zero Hora matou todas, com a enorme manchete: "Onda de frio produz marca histórica no Sul". Qual? A serra e o norte do RS tiveram ontem a tarde mais fria... da década!
Infelizmente, não é só o Lula que apaga o passado. Pelo contrário, diria que a retórica dele de que o Brasil começou há 8 anos é sintomático de um discursinho generalizado e bem mais preocupante, filho pressuposto de que ninguém sabe nada sobre nada, curiosamente por essa mania do século XXI de tratar tudo que acontece neste século como especial. Por acaso tinham acreditado mesmo que o mundo acabaria em 2000, o que fez de tudo que ocorre depois uma exceção fantástica?
Só que a Zero Hora matou todas, com a enorme manchete: "Onda de frio produz marca histórica no Sul". Qual? A serra e o norte do RS tiveram ontem a tarde mais fria... da década!
Infelizmente, não é só o Lula que apaga o passado. Pelo contrário, diria que a retórica dele de que o Brasil começou há 8 anos é sintomático de um discursinho generalizado e bem mais preocupante, filho pressuposto de que ninguém sabe nada sobre nada, curiosamente por essa mania do século XXI de tratar tudo que acontece neste século como especial. Por acaso tinham acreditado mesmo que o mundo acabaria em 2000, o que fez de tudo que ocorre depois uma exceção fantástica?
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Que friL, tchê!
O prédio em que dou aulas à noite é, durante o dia, uma escola estadual. Ou seja, todas as salas têm janelas quebradas. O fato de só podermos usar as salas do segundo andar ainda contribui com as ditas janelas para que experimentemos, durante a aula, todo o frio que está fazendo lá fora. O lado bom: não morro de frio quando saio para a rua. O lado ruim: corro risco de morrer de frio a cada momento em aula. Grande incentivo para pôr em prática uma pedagogia agitada e dinâmica. Se parar, congela.
Mas, como a maioria das aventuras em que nos envolvemos sem muita noção do que estamos fazendo, descobri também coisas boas nessa experiência que jamais teria me imposto conscientemente (dar aulas a 0 graus Celsius ou menos - sensação térmica). Por exemplo, descobri que sobreviver ao congelamento dá superpoderes.
O que um professor congelado pode fazer:
Mas, como a maioria das aventuras em que nos envolvemos sem muita noção do que estamos fazendo, descobri também coisas boas nessa experiência que jamais teria me imposto conscientemente (dar aulas a 0 graus Celsius ou menos - sensação térmica). Por exemplo, descobri que sobreviver ao congelamento dá superpoderes.
O que um professor congelado pode fazer:
- tocar na água com conforto: a torneira libera água mais quente que sua mão;
- pisar descalço no chão do banheiro (ao chegar em casa): seus pés efetivamente aquecem expostos ao chão;
- reunir antissociais aos grupos: qualquer aluno admite que é melhor sentar perto dos outros que longe;
- passar pelo fogo: não adianta fazer café, então é melhor usar o fogo embaixo da chaleira, que não o fere;
- sobreviver sem oxigênio: entre respirar fora das cobertas e ficar sem ar embaixo, o corpo aprendeu que é melhor ficar embaixo mesmo, já que não sabe quando a mente sadomasoquista do professor o forçará a voltar para a sala de aula.
Foto salva clichê
Em geral, eu acho um saco a eterna notícia "ontem fez frio/calor - foi seco/chuvoso". Mas, dessa vez, valeu pela foto (de Pedro Rivillion), capa do Correio do Povo de hoje.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Bastidores de uma segunda-feira
Sacrílego em relação aos costumes de meus grupos de amigos, de meus círculos de convívio e de minha classe social, acordei hoje às 5h da manhã, sem sono, cansaço ou remorso. Fui para a janela, então, atraído pela chuva forte e pelo ar de noite completa na quase-manhã. Resolvi ler, mas me dediquei mais a testemunhar escondido a secreta preparação de uma segunda-feira.
O dia que seria recebido moralmente pelos porto-alegrenses ("mais uma segunda", "que saco acordar cedo", "não quero ir pra aula/trabalhar", "porcaria de chuva") preparava-se diligentemente em seus aspectos físicos, despreocupado com essas injustiças que ouviria em seguida. De três em três táxis, o pessoal passava terminando o turno. A cada um desses trios, um relâmpago, às vezes iluminando a silhueta de um morro. Nenhum prédio com luz, com exceção de um apartamento que eu suspeitava estar mesmo sempre com uma lâmpada acesa. Teoria confirmada.
Após meia-hora desértica, passou um solitário com um sapato barulhento, sacola, casaco. Um ônibus vazio, um carro de polícia, mais um táxi. Em marcha lentíssima, cada luz de saída de um prédio era acesa, às vezes para apagar em seguida. Alguns carros apareceram na rua. Talvez pessoas indo trabalhar já, a que a chuva respondeu aumentando muito; forte e tocada a vento, ela apressava a preparação da segunda que quase começava sem que o cenário estivesse pronto. Os raios se intensificaram e os carros sumiram. Se alguém pretendia sair, fora eficientemente inibido a se demorar mais um pouco. A cama, tornada ainda mais atraente, reteve os outros. Mais um ônibus passou vazio. O estranho da sacola voltou pelo mesmo caminho, agora com o som de seus sapatos totalmente suprimidos pelo som da chuva.
Os horários de colégio e faculdade deixaram impressão demasiadamente forte em mim, então ainda estranho que, entre as 6h e as 7h da manhã, as luzes acesas praticamente não aumentem de número ainda que eu esteja hoje num bairro de bares, velhos e jovens cults. Mas os ônibus começam a aparecer com passageiros, e, do outro lado da rua, cruzam os primeiros transeuntes: um solitário, perfeitamente de branco da cintura para baixo, e um casal. Aparição do primeiro grupo, dado significativo.
Um carro sai de uma garagem. A chuva já acalmou, a cidade está equilibradamente molhada, as poças são comuns e já têm tamanho para durar por toda a manhã. As cargas eletro-magnéticos da atmosfera estão novamente em equilíbrio. O sol nasce, mas não se descortina, apenas avança até que as nuves distribuam sua luz irmanamente pelo céu. O barulho do trânsito aumenta, e já temos a primeira sirene. Chaves e passos se tornam mais comuns e próximos. Temos som e luz.
Ação.
O dia que seria recebido moralmente pelos porto-alegrenses ("mais uma segunda", "que saco acordar cedo", "não quero ir pra aula/trabalhar", "porcaria de chuva") preparava-se diligentemente em seus aspectos físicos, despreocupado com essas injustiças que ouviria em seguida. De três em três táxis, o pessoal passava terminando o turno. A cada um desses trios, um relâmpago, às vezes iluminando a silhueta de um morro. Nenhum prédio com luz, com exceção de um apartamento que eu suspeitava estar mesmo sempre com uma lâmpada acesa. Teoria confirmada.
Após meia-hora desértica, passou um solitário com um sapato barulhento, sacola, casaco. Um ônibus vazio, um carro de polícia, mais um táxi. Em marcha lentíssima, cada luz de saída de um prédio era acesa, às vezes para apagar em seguida. Alguns carros apareceram na rua. Talvez pessoas indo trabalhar já, a que a chuva respondeu aumentando muito; forte e tocada a vento, ela apressava a preparação da segunda que quase começava sem que o cenário estivesse pronto. Os raios se intensificaram e os carros sumiram. Se alguém pretendia sair, fora eficientemente inibido a se demorar mais um pouco. A cama, tornada ainda mais atraente, reteve os outros. Mais um ônibus passou vazio. O estranho da sacola voltou pelo mesmo caminho, agora com o som de seus sapatos totalmente suprimidos pelo som da chuva.
Os horários de colégio e faculdade deixaram impressão demasiadamente forte em mim, então ainda estranho que, entre as 6h e as 7h da manhã, as luzes acesas praticamente não aumentem de número ainda que eu esteja hoje num bairro de bares, velhos e jovens cults. Mas os ônibus começam a aparecer com passageiros, e, do outro lado da rua, cruzam os primeiros transeuntes: um solitário, perfeitamente de branco da cintura para baixo, e um casal. Aparição do primeiro grupo, dado significativo.
Um carro sai de uma garagem. A chuva já acalmou, a cidade está equilibradamente molhada, as poças são comuns e já têm tamanho para durar por toda a manhã. As cargas eletro-magnéticos da atmosfera estão novamente em equilíbrio. O sol nasce, mas não se descortina, apenas avança até que as nuves distribuam sua luz irmanamente pelo céu. O barulho do trânsito aumenta, e já temos a primeira sirene. Chaves e passos se tornam mais comuns e próximos. Temos som e luz.
Ação.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Chovendo no molhado
Voltam as intempéries invernais e nos lembram daquela antiga verdade: contágio, teu nome é transporte coletivo!
segunda-feira, 15 de março de 2010
Para registrar e comemorar
Primeira noite de 2010 em Porto Alegre em que a temperatura cai drasticamente com a chegada da noite. O sereno se prepara. As estrelas combinam com o vento frio...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Aperfeiçoamento
Porto Alegre atingiu novo equilíbrio climático. Durante a noite chove, para que alguns lugares fiquem sem luz, outros alagados, e para que algumas árvores caiam. Durante o dia, sob sol ou sob nuvens, mantém-se o calor abafado de sempre, sem que a temperatura sofra o menor efeito das chuvas noturnas.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Medida de temperatura em Porto Alegre
Se se para na frente do ventilador e não se sente um ar ainda mais quente, é porque o clima está melhorando.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Verão: momento de visitar o Interior
As chuvas se tornaram tão importantes para as manchetes do Rio Grande do Sul que o Correio do Povo resolveu fazer primeiras-páginas que só falam disso, como a de hoje. Cada manchete do jornal mostra um aspecto destruidor das águas. Mas o que me deixa tranquilo, feliz no meio da destruição e confiante num Rio Grande melhor é a recorrente fotinho da Yeda in loco fazendo cara de séria. Com certeza ela estar presente para olhar mais um ponte que caiu vai fazer toda a diferença para seu planejamento. De fato, se Bush tivesse ido ao Oriente Médio franzir o cenho na frente de soldados americanos mortos, a guerra "contra o Terror" já teria terminado.
O fato de que estar in loco permite estar apenas em um dos diversos pontos que enfrentam problemas pela chuva não deve nos desanimar. A intenção da governadora com certeza não é ver tudo o que está arrasado ou arruinado, ela sabe não conseguir estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O que ela quer é não estar em um lugar muito específico. Qualquer outro vale. Ela tem razão: Porto Alegre está em sua época de cansativo abafamento. O calor da capital e a atração tão popular por mortes e destruição redundam na conclusão de que não é hora de ficar na capital, mas sim de pegar o helicóptero e ir assistir tragédia - nunca se esquecendo da careta de seriedade.
O fato de que estar in loco permite estar apenas em um dos diversos pontos que enfrentam problemas pela chuva não deve nos desanimar. A intenção da governadora com certeza não é ver tudo o que está arrasado ou arruinado, ela sabe não conseguir estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O que ela quer é não estar em um lugar muito específico. Qualquer outro vale. Ela tem razão: Porto Alegre está em sua época de cansativo abafamento. O calor da capital e a atração tão popular por mortes e destruição redundam na conclusão de que não é hora de ficar na capital, mas sim de pegar o helicóptero e ir assistir tragédia - nunca se esquecendo da careta de seriedade.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Outro sacrifício
Desculpem, esqueci de outro post que não foi para a lixeira da minha preguiça de correr atrás dos dias de conexão perdida.
O calor é psicológico. Ontem foi o dia mais quente do ano para mim. Nâo pela temperatura, mas porque me disseram, na noite anterior, que a previsão era de 37 graus. Sacanagem.
O calor é psicológico. Ontem foi o dia mais quente do ano para mim. Nâo pela temperatura, mas porque me disseram, na noite anterior, que a previsão era de 37 graus. Sacanagem.
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