quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Femina vs Zen

Dizem que mulheres em maior número não podem trabalhar juntas, ou em grupos em que elas sejam a maioria. "Muita mulher junto não presta" e suas variantes são repetidas ad nauseam por homens e mulheres. Devo dizer que concordo com essa ideia, apesar de não saber se homens funcionam bem em grupos dominados por eles já que só trabalhei uma vez sem que as mulheres fossem a maioria e, mesmo assim, eram metade do pessoal. É de se confirmar também que essa ideia de que mulheres em grupo são um problema é praticamente uma afirmação identitária para muitas. Por mais que eu resista a achar alguma qualidade essencialmente feminina ou masculina quando o assunto é psicologia, este aqui é um grande concorrente:

Quando o assunto é confronto no local de trabalho, falta uma habilidade às mulheres: parar relação. Essa é a habilidade de abrir mão do confronto e se preocupar com o que interesse para o trabalho em si, sem ressentimento, sem picuinha, sem maledicência, sem raiva, sem ataque nem defesa, ou seja, totalmente diferente das opções "fingir relação", "cortar relação" (lotada de ressentimento) ou "virar inimiga". 

Quando acontece algum problema grave com alguém, particularmente se se trata de algo negativo feito por outra mulher com quem trabalha, em geral a atingida tende a se magoar profundamente. Digo "magoar" por falta de palavra melhor, a questão é que o ataque é sentido profundamente. Por algum motivo que me escapa, uma ou, às vezes, as duas resolvem fingir que as coisas estão melhores do que estão. Desde então uma série de pequenas coisas do dia-a-dia, particularmente coisas que os homens na volta não observam, acumulam-se até se atingir um estágio terminal. Esse nível (também ausente na psiquê masculina) chama-se "pegar nojo".

Esse "pegar nojo" alimenta-se de tudo que pode e, quando estoura, provoca uma reação em cadeia de ataques e maledicências que forçam as duas a agirem, não importa quantas vezes digam que não vão fazer mais nada a respeito, que a coisa já encheu, que não adianta mais nada. O "pegar nojo" não aceita inação, nem que a ação seja simplesmente remoer na mente uma incomodação diária.

Há um momento, no entanto, de abandonar a discussão, de retomar o foco do emprego, a finalidade da atividade, não a relação com pessoas na volta. Esse momento é o nemesis do "pegar nojo", e ele faz de tudo para evitar que a mulher aceite profunda e sinceramente que é hora de simplesmente parar tudo. Chega de picuinha.

2 comentários:

carla m. disse...

tudo culpa das outras mulheres, que não param de provocar, pode ter certeza meu bem!

Tigre disse...

;)